Entenda melhor o provável fim do Programa Pânico na programação 2018 da Band

Recentemente começou a ser repercutido na imprensa que o Programa Pânico não estará na programação de 2018 da Band. E nesta quarta-feira (25/10), o site Notícias da TV publicou uma explicação mais detalhada sobre os motivos que levam a emissora a não manter o programa no ar, na programação do próximo ano.

Ao contrário do que possa parecer, o fim do Pânico na Band é uma boa notícia para a emissora, dizem seus executivos. O programa, que sai do ar em dezembro, perdeu 35% dos anunciantes ao longo de 2017 e vai fechar o ano com um rombo de R$ 15 milhões. Para a cúpula da Band, o humorístico perdeu relevância artística e comercial.

O Pânico é um programa caro. Tem equipe de produção e elenco grandes até mesmo para os padrões da Globo. Gasta R$ 3 milhões por mês apenas com os salários dos seus principais talentos. Dá cinco pontos no Ibope, uma das maiores audiências da Band, mas não atrai anunciantes suficientes para pagar seus custos.

Originalmente um programa de rádio, o Pânico foi lançado em 2003 pela RedeTV! e migrou para a Band em 2012. O formato e a marca pertencem a Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, dono da rádio Jovem Pan. Band e Jovem Pan se posicionaram oficialmente sobre o fim da parceria.

O humorístico já tinha dado prejuízo em 2016. Na avaliação da cúpula da Band, não seria prudente mantê-lo na grade em 2018, apesar de a atração ser um dos carros-chefe de sua programação. A tendência é perder ainda mais anunciantes. Não adianta nada ter um programa com audiência boa se ele é caro demais e dá prejuízo.

O Pânico viu seus anunciantes sumirem não somente por causa da crise econômica, acreditam fontes ouvidas pelo Notícias da TV. Nos últimos anos, perdeu membros importantes de seu elenco, como Sabrina Sato e Wellington Muniz, e deixou de ser assunto nas redes sociais e rodas de conversas. Resumindo, o Pânico não é mais o Pânico.

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O futuro do Pânico

Sem a Band, o futuro do Pânico é uma incógnita. O programa, como pertence à Jovem Pan, pode migrar para outra emissora. O problema é que não há emissora interessada nele.

Os executivos da RedeTV! não querem nem ouvir falar de Pânico. Até hoje, não superaram o fora que levaram no final de 2011, quando Tutinha, argumentando que não recebia pagamentos em dia, trocou a emissora pela Band.

Também não há espaço para o programa na Globo e na Record. No SBT, a alternativa poderia ser as noites de sábado. Executivos da rede de Silvio Santos, no entanto, acham essa hiptótese muito pouco provável. Sábado é um dia ruim de faturamento. E o Pânico é caro, eles também sabem.

Restaria a Tutinha comprar espaço numa emissora menor ou se limitar à internet. Ou, a exemplo do que aconteceu com Casseta & Planeta no início da década, reconhecer que o tempo do Pânico já passou, que não adianta tentar reinventar o programa.

O futuro da Band em 2018, sem o Pânico 

De acordo com uma publicação do colunista Flávio Ricco, do UOL, outros formatos também não continuarão na programação da Band em 2018. São eles: “O Mundo Segundo os Brasileiros”, “À Primeira Vista”, “Polícia 24 Horas” e possivelmente o “Pesadelo na Cozinha” de Erick Jacquin. E agora a notícia de que o Pânico também não continuará.

Na publicação daqui, do Fã-Clube Band, que você relembra clicando AQUI, há alguns detalhes importantes, que precisam ser destacados para se entender melhor o que está acontecendo no canal, para estarem ocorrendo tantas mudanças para o próximo ano.

Algumas análises e comentários rasos de fanáticos e pseudo-jornalistas tendenciosos, disseminam a ideia superficial e redutiva de que a Band está em uma profunda crise financeira e em um suposto processo de falência. Mas, como o nosso compromisso é com a verdade e com uma análise de maior fundamento a respeito de toda essa situação, o que é mais interessante evidenciar, é que, nas últimas semanas, ocorreram muitas reuniões da alta cúpula da Band, encabeçadas pelo proprietário do Grupo Bandeirantes, Johnny Saad, onde também participaram pessoas de fora da emissora, mas que são bastante conhecidas e respeitadas no meio da comunicação. Nessas reuniões foram tratadas questões muito importantes e decisivas em relação a programação da emissora para o ano de 2018, que incluem muitas mudanças e reformulações.

É válido destacar também que, atualmente está ocorrendo mudanças na direção do canal, como podemos relembrar nesta outra publicação do Fã-Clube Band que você acessa clicando AQUI, onde, em uma outra postagem da coluna de Flávio Ricco, é revelado que o trabalho do diretor argentino, Diego Guebel, não é mais unanimidade no comando do artístico e da programação da Band. As principais críticas ao diretor argentino dão conta de que se gasta muito em alguns poucos produtos e os demais são esquecidos.

As críticas ao trabalho de Diego, são compreensíveis por alguns aspectos. Apesar de ter sido ele que trouxe alguns formatos de grande êxito na programação da Band (por ser o responsável pela produtora Cuatro Cabezas / Eyeworks – que agora pertence a Warner), além de ampliar sua atuação no canal por conta do sucesso de CQC, A Liga, Agora é Tarde entre outros, uma coisa é fato, ele não possui habilidade em fazer televisão brasileira e não conseguiu montar uma grade de programação forte, estratégica, competitiva e bem estruturada, para uma emissora comercial como Band e, esses são fatores que corroboram as críticas em relação a atuação dele como diretor de programação e de artístico da emissora paulista.

Não podemos execrar integralmente o trabalho de Diego Guebel na Band, mas, quem sabe se ele atuasse em parceria com alguém com uma cabeça mais entendida de programação de televisão brasileira, poderia acontecer uma grande guinada para um nível muito melhor.

É inevitável dizer que existe uma grande nostalgia (ao menos por parte do público admirador da Band) dos tempos de nomes como Rogério Gallo e Elisabetta Zenatti no comando do artístico e da programação da Band. Pois foi nos tempos de Rogério e Elisabetta, que a Band, mesmo não servindo de segunda tela para exibir as mesmas partidas de futebol brasileiro que eram transmitidas pela Globo, ainda conseguiu driblar a falta desse “carro-chefe” em sua programação, trazendo nomes de sucesso em seu elenco, como Márcia Goldschmidt, Astrid Fontenelle, Otávio Mesquita, Adriane Galisteu, Gilberto Barros, Raul Gil e Marcos Mion, além da reativação do departamento de dramaturgia em 2005, com novelas como Floribella e Dance Dance Dance, que foram sucessos comerciais e de audiência.

Essas críticas somadas a perceptível situação atual da programação da emissora, chamaram atenção de Johnny Saad, que está dedicado em promover ajustes, mudanças e reestruturações necessárias, objetivando uma alteração do atual quadro e a busca de um novo dinheiro no mercado.

Atualmente, a programação da Band realmente necessita de uma renovação, pois quase todas as faixas horárias possuem momentos de quebra de audiência, sendo necessário fazer a emissora voltar a ser uma marca atrativa, comercialmente falando, que atraia anunciantes, faturamento e telespectadores, por oferecer uma programação eclética e valorizada.

A Band precisa aproveitar o novo ano, para se renovar, para ter mais zelo com sua estrutura, seus horários, seu visual, suas estratégias, sua competitividade, suas produções e seus investimentos.

E para concluir, o que se percebe, na realidade, não é um fim, e sim uma reforma profunda para que em 2018 aconteça um “renascimento” de uma Band diferente.

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