#Opinião : Ousadia da BAND em mudar o #MasterChefBR de dia e horário deveria ser reconhecida e prestigiada e não execrada

O ano de 2019 começou com a Band mostrando uma necessidade de realizar uma mudança no seu jeito de fazer televisão, que até então, estava se mostrando bastante datado.

Algumas mudanças de visão e estratégias já podem ser percebidas, como o fato de não se importar mais em moldar sua programação necessariamente em função de suas concorrentes, mas sim em função de seus próprios objetivos. Em certos momentos, é visto que os ajustes necessários foram realizados e acompanhados dessas mudanças, como a retirada de alguns concessionários infomerciais e religiosos de alguns pontos da grade, e como exemplos temos: o horário da madrugada e início da manhã, o horário da manhã, ao meio-dia do sábado e às 11h da manhã de domingo. O único problema é que esses horários ainda não receberam muita atenção com relação a inserção de conteúdos de modo estratégico, para que tragam resultados melhores em audiência. E a antecipação do começo da linha de shows diária ainda não rendeu resultados mais satisfatórios, em virtude da atração antecessora, que possui um teto de audiência muito baixo há anos.

Mas, no geral, a Band nunca planejou e nunca desenhou perfeitamente a sua grade de programação como vem tentando começar a fazer agora. Logo, também, em raros momentos, se mostrou competitiva e combativa em relação a concorrência. Porém, a decisão de mudar de dia e horário a sua principal atração da linha de entretenimento, para o outro dia e horário que é o mais disputado na TV brasileira, no fim de semana, não deveria ser encarado totalmente como um “tiro no pé”.

Pode ser que, ainda, a mudança não tenha surtido os efeitos desejados, mas continuar do jeito que estava também não havia mais condições. Mas, o que mais causa espanto é o fato de que alguns que se dizem críticos de televisão com uma suposta isenção e imparcialidade, ficarem execrando a Band por ter feito a mudança, como se a emissora não tivesse o direito de também tentar entrar no páreo da disputa por audiência nas noites de domingo também (e por obrigação tivesse que se acovardar ou permanecer inerte, sem iniciativa, porque as concorrentes já possuem atrações consolidadas na noite de domingo) e mais, se colocam como entendedores de televisão apenas por uma análise fria e ao pé da letra, de números de audiência. Nas noites de domingo o MasterChef vem marcando uma média que é basicamente os mesmos índices de audiência que marcou na última temporada da edição de profissionais realizada em 2018. Realmente o programa acaba ficando em 5º lugar, atrás da Rede TV! que exibe um programa de vídeos da internet (que também não consegue superar outras concorrentes como SBT e Record TV, Globo então…).

Porém, o que estamos destacando aqui, é a parcialidade das críticas, seja de fãs de outras emissoras, fãs da própria Band ou até mesmo esses colunistas do UOL. Porque por exemplo: imagine como seria a programação da Globo se eles fossem levar em conta as críticas pela intenção de trazer um apresentador para comandar um programa de entretenimento aos domingos, que iria competir com o Silvio Santos, se fosse esse o caso, a Globo jamais iria sequer tentar contratar o Faustão da Bandeirantes. Ou então, imagine se a Record TV fosse se importar com as críticas do público, ou dos fãs das emissoras concorrentes ou fãs da própria emissora, na hora de criar o Domingo Espetacular, que é basicamente uma cópia do “Fantástico”? Ou melhor, imagine se o pessoal da Rede TV! fosse se importar em criar um programa cujo conteúdo já é apresentado pelo Faustão desde os anos 80? Com certeza se fossem dar moral para as críticas, nenhuma das concorrentes estaria no nível de consolidação que estão com essas atrações. E quando Silvio Santos trouxe o reality show, Casa dos Artistas, para bater de frente e superar o Fantástico da Rede Globo, será que estavam se importando com a opinião de Ricardo Feltrin ou Flavio Ricco do UOL??

Citamos esses exemplos de ousadia da concorrência para dizer que a Band simplesmente está realizando o mesmo procedimento, afinal, a mudança do MasterChef para o domingo também atendeu as críticas, porque não faltavam críticos de TV para dizer que o programa começava muito tarde, em um dia de semana, e que terminava muito tarde também, e que se fosse levado ao ar mais cedo, poderia ter uma audiência melhor. Pois é, agora foi feito exatamente o que supostamente era considerado o mais adequado para uma grande maioria, e qual está sendo o resultado?

Ainda bem que a pessoa que está escrevendo esse artigo não é dono do Grupo Bandeirantes, porque, do contrário, se dependesse de nós, imediatamente voltaríamos com MasterChef nas noites de terça-feira e arrastaríamos o programa até as 3h da madrugada para esmagar a concorrência (porque o MasterChef conseguia melhores resultados apenas a partir da meia-noite de terça para quarta), e azar daqueles que reclamassem de que o programa começa e termina muito tarde, porque, de toda essa experiência ao mudar o MasterChef para o domingo, só é possível concluir uma coisa: não importa o conteúdo, sua qualidade ou o horário e dia mais propício para veiculá-lo, importa apenas a audiência alta a qualquer custo.

 

  • A opinião neste artigo pode, ou não, expressar a opinião de todo o Fã-Clube Band.